
Três casos de estelionato digital (golpes) registrados pela Polícia Civil em São Carlos e Ibaté chamam a atenção para diferentes estratégias utilizadas por criminosos para conseguir acesso a celulares e contas bancárias das vítimas. Somados, os prejuízos relatados ultrapassam R$ 24 mil.
Os casos ocorreram nos dias 25 e 26 de setembro e envolveram falso anúncio de emprego, suposto cadastro em uma plataforma de comércio eletrônico e uma mensagem atribuída a uma empresa de pagamento automático de pedágios e estacionamentos.
Falso anúncio de emprego causa prejuízo de R$ 16,6 mil
No caso de maior prejuízo, registrado em São Carlos, a vítima estava desempregada e procurava uma oportunidade de trabalho quando encontrou no Facebook um anúncio que utilizava o nome de uma empresa do setor de construção civil e incorporação imobiliária.
Segundo o registro policial, a vítima instalou um aplicativo indicado no anúncio. Depois disso, o celular começou a apresentar comportamento anormal, realizando atualizações automáticas e impedindo o acesso às configurações e até o desligamento do aparelho.
Após conseguir restabelecer o acesso ao telefone, constatou diversas transações bancárias que afirmou não reconhecer.
O prejuízo chegou a R$ 16.630. A vítima entrou em contato com a instituição financeira e posteriormente procurou a Polícia Civil.
Golpe: falso cadastro em plataforma de comércio eletrônico termina com transferência de R$ 3,3 mil
Outro golpe foi registrado em São Carlos.
A vítima contou à polícia que recebeu uma mensagem de um conhecido perguntando se poderia cadastrá-la como “contato de confiança” em uma conhecida plataforma de compra e venda pela internet.
Na sequência, foram solicitados dados pessoais, entre eles CPF e chave Pix. Um link foi enviado e, seguindo as orientações recebidas, a vítima informou o código gerado.
Logo depois, o celular desligou e reiniciou. Ao voltar a funcionar, a vítima percebeu que havia perdido o acesso aos aplicativos.
Ao consultar a conta em um caixa eletrônico, descobriu uma transferência de R$ 3.333,33 que afirmou não reconhecer.
Além do prejuízo financeiro, os criminosos teriam conseguido acesso ao WhatsApp da vítima e passaram a pedir dinheiro a familiares e conhecidos.
Falsa mensagem sobre pagamento de pedágios faz vítima perder controle das contas
O terceiro caso aconteceu em Ibaté e começou com uma mensagem recebida pelo WhatsApp.
De acordo com o registro policial, a comunicação se apresentava como sendo de uma empresa que atua com pagamento automático de pedágios e estacionamentos. A mensagem dizia que seria necessária a instalação de um novo aplicativo para que a vítima continuasse utilizando normalmente o serviço contratado.
Após acessar o link encaminhado, a vítima perdeu imediatamente o acesso ao WhatsApp.
Ao verificar os aplicativos bancários, percebeu que os valores disponíveis na conta corrente, somados ao limite de crédito, totalizando aproximadamente R$ 4.064, não estavam mais disponíveis.
Posteriormente, a vítima também perdeu o acesso aos aplicativos bancários e entrou em contato com as instituições financeiras para solicitar bloqueios e outras medidas de segurança.
Segundo o relato feito à polícia, a vítima não forneceu senhas bancárias, códigos de autenticação ou outros dados sigilosos durante a interação.
Prejuízo dos três casos passa de R$ 24 mil
Somados, os valores informados pelas três vítimas de golpe chegam a R$ 24.027,33.
Apesar das abordagens diferentes, os casos apresentam um ponto em comum: o uso de links ou aplicativos apresentados como legítimos. Depois da interação, as vítimas relataram perda de acesso ao celular, WhatsApp, aplicativos ou contas bancárias.
Os episódios reforçam a necessidade de atenção com mensagens que solicitem instalação de aplicativos, acesso a links, envio de códigos ou fornecimento de informações pessoais, mesmo quando utilizam o nome ou a aparência de empresas conhecidas.
Diante de uma mensagem suspeita, a orientação é evitar o acesso ao link e procurar a empresa pelos canais oficiais. Caso sejam identificadas movimentações financeiras não reconhecidas, a instituição bancária deve ser comunicada imediatamente.
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