
Duas mulheres foram esfaqueadas na noite de terça-feira (19) dentro da Escola Municipal Monsenhor João Luiz do Prado, em Tapiratiba. O autor do ataque, um estudante de 22 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM). A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil.
O caso ocorreu por volta das 18h45, durante a realização de provas da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), que utiliza a unidade escolar no período noturno como polo educacional.
Segundo informações apuradas, o suspeito, aluno do curso de administração, entrou normalmente na sala de aula, assinou a lista de presença e se dirigiu para o fundo do ambiente. Instantes depois, retirou uma faca da mochila e atacou uma estudante de 25 anos.
A vítima caiu ferida, provocando correria e pânico entre os demais alunos, que deixaram a sala às pressas. Na sequência, o agressor avançou contra uma mulher de 42 anos, funcionária da prefeitura que auxiliava na aplicação da prova, atingindo-a com golpes nas costas.
Mesmo ferida, a mulher tentou fugir para o corredor da escola, mas foi perseguida pelo agressor. Ela retornou para a sala e ainda tentou impedir a entrada do suspeito segurando a porta, porém o homem conseguiu forçar a passagem. Pouco depois, a vítima conseguiu escapar.
A movimentação chamou a atenção da Guarda Civil Municipal por meio do sistema de monitoramento da cidade. Equipes foram enviadas rapidamente ao local, prestaram socorro às vítimas e detiveram o suspeito ainda dentro da unidade escolar.
As duas mulheres foram encaminhadas ao pronto-socorro do município. Conforme informações médicas, ambas permanecem internadas em observação e apresentam estado de saúde estável.
O ataque causou forte abalo entre alunos, professores e funcionários da escola. A direção informou que as aulas desta quarta-feira (20) foram suspensas. Segundo a administração da unidade, havia uma reunião pedagógica no local no momento da ocorrência, aumentando o número de profissionais presentes na escola.
Em depoimento à imprensa regional, a diretora da unidade relatou momentos de desespero durante o ataque, com pessoas tentando se proteger em salas e corredores enquanto as vítimas aguardavam socorro.
A Polícia Civil informou que o suspeito permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Familiares relataram às autoridades que ele realiza tratamento psiquiátrico e é acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
O estudante foi encaminhado para a cadeia pública de Casa Branca e deverá passar por audiência de custódia. O caso foi registrado como tentativa de homicídio triplamente qualificado.
Com informações do G1 São Carlos e da EPTV Central.








