Lula é o preferido para 2018

Em pesquisa realizada pelo Datafolha, o ex-presidente Lula (PT) lidera os cenários para a eleição presidencial em 2018. Em segundo lugar aparece Jair Bolsonaro (PSC), logo à frente de Marina Silva (Rede). Sem Lula, Marina e Jair ficam empatados tecnicamente, com pequena vantagem da ex-senadora sobre o deputado federal. Pelo PSDB foram testados João Doria e Geraldo Alckmin, com desempenho similar.

No cenário com Lula e Alckmin, o petista tem 35%, o dobro do segundo colocado, Bolsonaro, que tem 17% e empata tecnicamente com Marina, que tem 13%. O governador de São Paulo tem 8%, e na sequência aparecem Alvaro Dias, do Podemos com 4%, Henrique Meirelles, do PSD com 2%, Chico Alencar, do PSOL com 1%, e João Amoêdo, do Partido Novo também com 1%. Votariam em branco ou nulo 16%, e 2% não opinaram.

Quando João Doria é incluído como candidato no lugar de Alckmin, a situação é bastante similar: Lula tem 36%, Bolsonaro 16%, Marina 14% e Doria 8%.

Entretanto, a pesquisa ainda mostra indecisão. Na intenção de voto espontânea, quando o nome dos possíveis candidatos não é apresentado, Lula é citado por 18%, e Bolsonaro, por 9%. Com 1% cada aparecem Ciro, Marina e Doria, e os demais não atingiram 1%. A fatia dos que não souberam apontar nenhum nome é de 48%, e 19% declaram votar em branco ou nulo.

Lula se destaca entre os menos escolarizados, que estudaram até o ensino fundamental, entre os mais pobres e na região Nordeste. Entre os que estudaram até o ensino superior, Lula empata com Bolsonaro e votos em brancos e nulos sobem para 23%. O deputado do PSC tem desempenho acima da média entre os mais jovens e lidera isolado nos segmentos de renda mensal mais alta.

Entre os que votam em Alckmin na disputa contra Lula, 32% indicam votar em Doria se ele substituísse o governador na corrida presidencial, e os demais preferem, principalmente, Marina (15%), Lula (12%) ou votar em branco ou nulo (20%). No cenário contrário, em que Alckmin é o represente tucano, 32% dos que indicaram votar em Doria preferem o governador paulista, e 22% preferem Bolsonaro.

Quando Fernando Haddad é incluído no lugar de Lula, em disputa que também envolveria Alckmin e Ciro, Marina Silva (22%) e Bolsonaro (19%) lideram. A preferência pelo voto ou branco ou nulo alcança 25% neste cenário, e 3% não opinaram. Com Haddad como nome do PT, apenas 4% que indicaram votar em Lula ficam com o ex-prefeito de São Paulo. A ex-senadora Marina Silva fica com 27% dos votos de Lula, e Ciro, com 14%. Uma parcela de 29% dos que votariam no petista apontam votar em branco ou nulo se ele não fosse o candidato e o ex-prefeito de São Paulo estivesse em seu lugar.

Entre os nomes já avaliados em pesquisa anterior, Doria foi quem viu a rejeição a seu nome mais crescer, e Lula teve a maior queda no índice dos que não votariam de jeito nenhum em seu nome. Mais conhecido, Lula é o mais rejeitado: 42% não votariam de jeito nenhum no petista, índice ainda inferior ao registrado em junho (46%). O segundo mais rejeitado entre os nomes listados é Jair Bolsonaro (33%), em alta na comparação com junho (30%).

Nas simulações de segundo turno realizadas, o ex-presidente Lula aparece à frente em todas nas quais seu nome é apresentado, sendo a disputa contra Sérgio Moro a única em que há empate.

No embate entre Lula e Bolsonaro, 47% preferem o ex-presidente, e 33%, o deputado federal. A disputa contra Marina tem Lula com 44%, ante 36% da ex-senadora da Rede. No cenário mais difícil para o petista, contra Sérgio Moro, ele é o preferido de 44%, no mesmo patamar do juiz federal, que tem 42%. O índice de votos em branco ou nulo nesta situação é menor do que nos demais em que o petista aparece (13%), e há 1% que não opinou.

Na hora de escolher um candidato a presidente, o passado limpo é aspecto mais valorizado pela população: 87% avaliam que é muito importante que esse candidato nunca tenha se envolvido com corrupção. Ter experiência administrativa vem a seguir como item mais valorizado, apontado por 79% como muito importante. Também foram considerados pela maioria como muito importante ter um passado político conhecido (65%) e ter experiência empresarial (59%).

Considerando uma série de áreas e ações que poderiam ser alvo de políticas públicas, a saúde é a mais apontada (por 31%) como decisiva para a escolha de um candidato a presidente no próximo ano. Na sequência aparecem combate à corrupção, educação, geração de empregos, segurança pública, combate às drogas, combate à desigualdade, habitação, meio ambiente e reforma agrária.

 

Foto: Divulgação Lula