Mulher diz que foi agredida com barra de ferro por ex-companheiro

Mulher diz que foi agredida com barra de ferro por ex-companheiro, caso na CPJ
Mulher diz que foi agredida com barra de ferro por ex-companheiro, caso na CPJ

Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na noite de terça-feira (2), no Jardim Jockey Clube, em São Carlos. Uma mulher denunciou ter sido agredida pelo ex-companheiro após um desentendimento ocorrido em um barracão onde ela estava abrigada.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e encontraram as partes envolvidas discutindo em via pública. Durante o atendimento, a mulher relatou que estava no local quando o ex-companheiro teria chegado e a agredido com uma barra de ferro, atingindo sua cabeça e a região do quadril.

A vítima afirmou ainda que, após as agressões, foi arrastada por alguns metros antes de conseguir fugir e procurar ajuda na residência de familiares. Ela também acusou o homem de ter levado dois objetos pessoais e uma pequena quantia em dinheiro.

Já o suspeito negou as acusações. Em sua versão apresentada aos policiais, ele alegou que foi até o local para recuperar uma bicicleta que seria de sua propriedade e que reteve os pertences da ex-companheira como forma de compensação pelo bem que, segundo ele, estaria em posse da mulher.

Durante o atendimento, a vítima informou possuir medidas protetivas concedidas anteriormente contra o ex-companheiro e manifestou interesse em solicitar novas medidas de proteção. No entanto, consultas realizadas pelos policiais não localizaram registros recentes de medidas protetivas ou ocorrências envolvendo o casal.

A suposta barra de ferro utilizada na agressão não foi encontrada. Como a vítima não apresentava lesões aparentes e não havia recebido atendimento médico, foi expedida uma requisição para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

O caso foi registrado como violência doméstica e vias de fato e será encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que dará continuidade às investigações e às demais providências previstas na Lei Maria da Penha.

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