
A morte de Deise Batista, de 33 anos, nesta terça-feira (21), trouxe à tona mais um caso brutal de violência contra a mulher no interior paulista. Ela estava internada em estado gravíssimo desde o último sábado (18), após sofrer queimaduras em cerca de 92% do corpo.
De acordo com informações da Polícia, o crime ocorreu durante a madrugada, por volta das 3h30, enquanto Deise participava de uma confraternização na casa de amigos, em Barretos. Testemunhas relataram que o ex-companheiro da vítima chegou ao local e, ainda na calçada, teria jogado um líquido inflamável sobre ela antes de atear fogo.
Em desespero, Deise correu para dentro da residência tentando se proteger, mas acabou desmaiando em razão da gravidade das queimaduras. Ela foi socorrida e permaneceu internada por dias, lutando pela vida, mas não resistiu aos ferimentos.
O suspeito foi localizado posteriormente no município de Itapagipe, em Minas Gerais, após fugir do local, e acabou preso. Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.
O caso é tratado como feminicídio — crime caracterizado pela violência contra a mulher em contexto de gênero, frequentemente ligado a relações afetivas marcadas por controle, ciúmes e inconformismo.
A morte de Deise reacende o alerta para a gravidade desse tipo de violência, que ainda faz vítimas em todo o país. Especialistas reforçam a importância de que sinais de abuso sejam levados a sério e que denúncias sejam feitas, buscando apoio junto às autoridades e redes de proteção.
O caso segue sob investigação.
Com informações do G1








