
São Carlos, 12 de abril de 2025 – Um círculo brilhante ao redor da Lua tem despertado a curiosidade de moradores que observam o céu em noites de tempo firme. Conhecido popularmente como “halo lunar”, o fenômeno pode parecer misterioso, mas tem explicações científicas bem definidas.
O halo ocorre quando a luz da Lua atravessa cristais de gelo suspensos em nuvens finas, geralmente do tipo cirro, localizadas a altitudes elevadas, entre 5 mil e 10 mil metros de altura. Esses cristais agem como prismas naturais, refratando e refletindo a luz em um ângulo específico, geralmente de 22 graus, o que forma o círculo perfeito ao redor do satélite natural.
Apesar de mais comum em regiões frias, o fenômeno também pode ser visto em áreas tropicais durante noites de céu limpo, especialmente quando há presença de umidade e nuvens altas no céu. “É um espetáculo da natureza que revela a interação entre a atmosfera e a luz”, explica o meteorologista Renato Martins. “A presença do halo não está relacionada apenas ao frio, mas sim à composição da alta atmosfera naquele momento.”
Embora seja visualmente impressionante, o halo lunar não representa perigo. No entanto, em algumas culturas populares, ele é visto como sinal de mudança no tempo ou até mesmo como presságio. Antigamente, agricultores e pescadores utilizavam a presença do halo como indicativo de que chuvas poderiam se aproximar, já que a formação de nuvens cirros pode anteceder frentes frias.
Para ver o halo lunar com clareza, é recomendável observar a Lua em locais com pouca poluição luminosa e céu aberto. Binóculos não são necessários – o fenômeno é visível a olho nu e, em noites favoráveis, pode ser registrado até mesmo com câmeras de celular.
Assim, o que para muitos parece um sinal enigmático no céu, é na verdade um lembrete da beleza natural que a atmosfera terrestre pode proporcionar – uma verdadeira pintura cósmica nas noites de luar.









