Tragédia que jamais deveria acontecer: Nicolly, de apenas 15 anos, merece justiça

Apenas 15 anos

Não há palavras que consigam traduzir o tamanho da dor que a família de Nicolly Fernanda Pogere está sentindo. A brutalidade do crime, o requinte de crueldade, a forma covarde e silenciosa com que tudo aconteceu, deixaram não só uma mãe sem sua filha, mas uma cidade inteira de luto. Mococa chora, Hortolândia também, São Carlos idem e muitos outros locais estão tristes. O Brasil, infelizmente acostumado a manchetes como essa, se revolta mais uma vez diante da barbárie.

Nicolly tinha apenas 15 anos. Era uma menina sonhadora, dedicada, carinhosa, que desenhava, estudava e sorria — como tantas outras adolescentes que agora veem, em sua história, um alerta doloroso sobre os perigos que rondam o mundo real e virtual. Sua vida foi interrompida de maneira brutal e sem sentido. E, no lugar dos planos e dos sonhos, ficou o silêncio da morte e o grito de uma mãe: “Justiça!”

A cena no cemitério, com bexigas brancas, cartazes e a música “Um anjo do céu”, cantada em lágrimas por parentes e amigos, nos lembra que ela era só uma menina. O sentimento de revolta se mistura ao de impotência, e a pergunta inevitável ecoa: até quando?

É preciso que o Estado funcione. Que a investigação seja célere, que os responsáveis sejam localizados e punidos conforme prevê a lei, e que essa tragédia não seja apenas mais um caso engavetado nos corredores da impunidade. O feminicídio de Nicolly não pode ser tratado como mais um número, mais uma estatística. É uma vida perdida, uma família destruída, uma sociedade ferida.

Neste momento, toda solidariedade deve se voltar para a mãe, Priscila Magrin, e seus familiares. Ninguém deveria ter que enterrar uma filha. Ninguém deveria ter que viver com a lembrança de um sorriso interrompido por tamanha violência. Que o amor por Nicolly continue sendo a força dos que ficaram, e que a memória dela seja sempre lembrada com a dignidade que a crueldade tentou apagar.

A dor é imensa. Mas a justiça precisa ser maior.