
A audiência pública que acontece desde o meio da manhã desta segunda, 25, sobre a adesão de São Carlos ao Universaliza SP lotou as dependências do teatro municipal Alderico Vieira Perdigão. Falas inflamadas de vereadores como Lineu Navarro, Paraná Filho e também de servidores que se posicionaram contrários à entrada da cidade no programa deram a tônica das discussões. Os discursos foram realizados na presença do prefeito Netto Donato (PP) que acompanha o encontro.
Na porta do teatro, os servidores usaram cartazes e adotaram o lema que norteia a campanha contra adesão a Universaliza SP: “Água não é mercadoria”. Praticamente todos os presentes que faziam parte do público estava com adesivos que pediam a não participação da cidade no programa. Com o objetivo de popularizar o que acontecia dentro do teatro, um carro de som transmitia ao vivo a audiência reverberando os discursos inflamados que eram feitos no casa de espetáculos.
A audiência pública faz parte do cronograma do Governo do Estado de São Paulo, conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL). A proposta é apresentar e debater as diretrizes do programa UniversalizaSP, projeto que estima investimentos da ordem de R$ 100 bilhões até o ano de 2060, com foco na ampliação do abastecimento de água potável e da rede de coleta e tratamento de esgoto em 146 cidades paulistas.
A reunião realizada em São Carlos integra uma série de encontros promovidos em diferentes regiões do estado. Anteriormente, audiências semelhantes aconteceram nos municípios de São Caetano do Sul e Americana, contando com a participação de autoridades, representantes da sociedade civil e especialistas ligados ao setor de saneamento.
Além de São Carlos, o calendário prevê novas audiências em Junqueirópolis e também debates em formato virtual, permitindo maior participação popular nas discussões sobre o projeto.
De acordo com o Governo do Estado, a iniciativa busca ampliar o diálogo com as regiões envolvidas, garantir transparência no processo e incentivar a participação da população na elaboração do programa. Durante o encontro, manifestantes também ressaltaram a relevância da discussão pública e defenderam a preservação do acesso à água como um direito fundamental da população.
Outro destaque foi um forte aparato de segurança no local com a presença da Polícia Militar e também da Guarda Municipal. O Departamento de Trânsito da Prefeitura também compareceu na audiência.




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