
São Carlos – Em uma tarde comum desta semana, Dione, de 46 anos, viveu um dos momentos mais marcantes e emocionantes de sua vida. Filho único, hoje casado e pai de dois filhos, ele conversou com a reportagem para compartilhar uma experiência que, segundo suas palavras, ficará para sempre em sua memória: a aparição dos pais, falecidos há 12 e 10 anos.
Dione conta que estava sentado na sala de sua casa, descansando após um dia de trabalho, quando teve a sensação de que não estava sozinho. O ambiente, segundo ele, ficou subitamente mais leve e, ao olhar para o canto da sala, viu algo que descreve com total nitidez: a figura de seus pais, lado a lado, sorrindo para ele.
“Eu vi os dois ali, como se estivessem vivos, como sempre foram. Meu pai estava com a camisa xadrez que ele gostava de usar, e minha mãe com aquele vestido florido que ela adorava. Eles me olhavam com muito carinho, me acenavam e diziam palavras bonitas, de conforto, de força. Era como se quisessem me dizer que estão bem e que estão olhando por mim”, relatou Dione, visivelmente emocionado.
O pai de Dione faleceu há 12 anos e a mãe, há 10. As perdas o marcaram profundamente, principalmente por ser filho único e ter uma ligação muito forte com ambos. “Eu sempre fui muito ligado a eles. Crescemos juntos em tudo. Eu era o filho, mas também o amigo, o companheiro de conversa. Quando perdi meu pai, doeu demais. Quando perdi minha mãe, foi como perder meu chão de vez”, contou.
Segundo ele, a visão durou poucos minutos, mas foi o suficiente para trazer uma paz que há tempos não sentia. “Não era sonho, não era imaginação. Eu estava acordado, com os olhos abertos, e eles estavam ali. Eles acenavam como quem diz ‘estamos aqui, filho, vai ficar tudo bem’. Eu nunca tinha sentido nada igual. Desde então, me sinto mais leve, mais em paz com a vida, com as dificuldades e com as minhas próprias emoções”, disse.
Dione acredita que o momento foi um presente. “Eu sempre quis ter um sinal deles. Sempre pedi a Deus para que, de alguma forma, eu soubesse que estão bem. E acho que essa foi a resposta.”
Experiências como a de Dione são relatadas por muitas pessoas que perderam entes queridos e, em momentos de fragilidade ou reflexão, sentem uma conexão com aqueles que já partiram. Para ele, mais importante do que buscar uma explicação é guardar a lembrança como um alento. “Sei que tem gente que vai tentar explicar de forma lógica, outros vão achar que é coisa da minha cabeça. Mas eu sei o que vi. Eles estavam ali, e isso me fortaleceu.”
Ao final da conversa, Dione deixou uma mensagem a quem sente a dor da perda: “Eles continuam com a gente. De um jeito que a gente não entende, mas continuam. O amor é mais forte do que a ausência.”
Dione é um nome fictício criado pela junção dos nomes do entrevistado.









