
Dois irmãos foram vítimas de um golpe de estelionato na tarde de quarta-feira (28), no bairro Santa Felícia, em São Carlos. A fraude começou com uma mensagem enviada pelo WhatsApp por uma pessoa que se passou por advogada e terminou com uma transferência bancária não autorizada de R$ 5.300.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, a abordagem aconteceu por volta das 18h, quando um dos irmãos recebeu uma mensagem informando que havia vencido uma ação judicial e teria dinheiro para receber.
A pessoa que se apresentou como advogada explicou que outro profissional entraria em contato por videochamada para fornecer detalhes sobre o processo e orientar o recebimento dos valores.
Acreditando na informação, a vítima aguardou o contato, sem imaginar que estava diante de uma fraude.
Golpista pediu dados de três contas bancárias
Pouco depois, um homem realizou uma videochamada e se apresentou como profissional responsável por fornecer as informações sobre o suposto pagamento judicial.
Durante a conversa, o criminoso solicitou dados bancários da vítima, inicialmente de uma conta do Nubank.
Como o dinheiro não aparecia, o golpista alegou problemas na transferência e pediu informações de outra conta, desta vez da Caixa Econômica Federal.
A mesma situação se repetiu com uma terceira conta, vinculada ao Banco do Brasil.
Em todas as tentativas, o suspeito afirmava que a transferência não havia sido concluída, chegando a sugerir que a vítima poderia ter alguma restrição bancária.
Foi então que o criminoso perguntou se havia alguma pessoa de confiança que pudesse disponibilizar uma conta para receber o dinheiro.
Irmão foi envolvido na fraude e perdeu R$ 5,3 mil
Na tentativa de resolver a situação, a vítima procurou o próprio irmão, que concordou em ajudar.
Seguindo as orientações do golpista, foi fornecida uma chave Pix vinculada a uma conta da Caixa Econômica Federal.
O criminoso afirmou que o valor da suposta ação judicial seria de R$ 11.600 e encaminhou um link que, segundo ele, estaria relacionado a uma gerente bancária.
A justificativa apresentada era que o procedimento permitiria evitar a cobrança de Imposto de Renda sobre o dinheiro que seria recebido.
O irmão acessou o endereço eletrônico enviado pelo suspeito.
Em seguida, o golpista orientou que os dois aguardassem 15 minutos para a liberação dos valores e recomendou que a conta bancária não fosse acessada durante esse período.
Após encerrar a videochamada, o criminoso desapareceu.
Quando o prazo terminou, o irmão consultou a conta e descobriu que havia sido realizada uma transferência não autorizada de R$ 5.300 para uma conta de terceiros.
Somente naquele momento os dois perceberam que haviam caído em um golpe.
Vítimas procuraram o banco e registraram ocorrência
Após identificarem a movimentação bancária, os irmãos entraram imediatamente em contato com a instituição financeira para solicitar o estorno da quantia.
Posteriormente, compareceram ao Plantão Policial de São Carlos, onde registraram a ocorrência.
O caso foi registrado como estelionato, na modalidade de fraude eletrônica, e encaminhado à unidade policial responsável pela área.
Até o registro da ocorrência, a autoria do crime era desconhecida. Não há informação sobre a recuperação do dinheiro.
Como evitar o golpe do falso advogado?
O caso serve de alerta para moradores de São Carlos, especialmente pessoas que possuem ações judiciais em andamento.
Criminosos podem utilizar informações sobre processos para criar histórias convincentes e simular contatos de advogados, escritórios ou instituições financeiras.
Para reduzir os riscos, algumas medidas são importantes:
- Confirme diretamente com seu advogado, por um telefone já conhecido, qualquer informação sobre valores judiciais.
- Desconfie de pedidos de dados bancários durante chamadas de vídeo ou conversas pelo WhatsApp.
- Não acesse links enviados por desconhecidos para supostamente liberar pagamentos.
- Nunca forneça senhas, códigos de autenticação ou acesso a aplicativos bancários.
- Em caso de transferência suspeita, entre imediatamente em contato com o banco e registre boletim de ocorrência.
Em situações envolvendo transferências por Pix, a vítima também pode solicitar à instituição financeira a análise do caso pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), destinado a situações de fraude.
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