
O Parque Ecológico de São Carlos ganhou um novo morador. Farofa, um macho de lontra -neotropical, chegou ao espaço após ser resgatado em Santa Catarina e agora divide o ambiente com Sol, fêmea que vive no Parque há aproximadamente nove anos.
Farofa pesa 6,82 quilos e foi encontrado em uma situação de domesticação. Após ser apreendido, o animal foi destinado ao Parque Ecológico pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente.
O novo morador passou por um período de adaptação antes de iniciar a convivência com Sol. A aproximação dos dois animais abre agora uma possibilidade importante para o trabalho desenvolvido pela instituição: a formação de um casal e uma eventual reprodução da espécie em São Carlos.
Farofa e Sol podem formar casal no Parque Ecológico
Segundo o biólogo Francisco Rogério Paschoal, do Parque Ecológico de São Carlos, a instituição possui experiência no manejo de lontras. Sol chegou ao local ainda filhote e foi criada sob os cuidados da equipe.
“A Sol chegou aqui ainda filhote e foi criada no Parque. Agora recebemos o Farofa, também resgatado, para formar um casal e tentar a reprodução desses animais”, explica Paschoal.
A expectativa em torno da formação do casal também reforça o papel do Parque Ecológico na conservação, manejo e educação ambiental envolvendo espécies da fauna brasileira.
O que Farofa come?
A rotina de Farofa inclui uma alimentação diversificada, composta por carne bovina, frango, peixes frescos e congelados e ovos. Eventualmente, também são oferecidos camundongos criados especificamente para essa finalidade.
Além dos cuidados com a alimentação, os profissionais desenvolvem atividades de enriquecimento ambiental, fundamentais para estimular os comportamentos naturais da lontra e proporcionar uma rotina mais dinâmica.
“Eles precisam ter atividade constante. O enriquecimento ambiental evita o estresse e proporciona uma rotina mais dinâmica, mesmo sob cuidados humanos”, afirma o biólogo.
As atividades são importantes porque criam estímulos físicos e comportamentais, incentivando os animais a explorar o ambiente e desenvolver ações características da espécie.
Lontra-neotropical depende de rios e matas preservadas
A lontra-neotropical possui ampla distribuição pelo território brasileiro e está diretamente relacionada à conservação dos ambientes aquáticos e das matas ciliares.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie é classificada como Quase Ameaçada (NT). Entre os principais problemas enfrentados estão a perda e a degradação de habitats naturais.
Por isso, a presença de Farofa e Sol no Parque Ecológico também funciona como uma importante ferramenta de conscientização.
As ações de educação ambiental desenvolvidas no espaço abordam temas como preservação dos rios e das matas ciliares, qualidade da água, pesca responsável e descarte correto de resíduos.
Lontras são destaque de campanha nacional em 2026
Neste ano, as lontras e outros integrantes da família dos mustelídeos também ganharam destaque nacional. Em 2026, esses animais são tema da campanha educativa promovida pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).
Com a chegada de Farofa, o Parque Ecológico de São Carlos passa a contar com um novo personagem para aproximar os visitantes das ações de conservação da fauna.
Além da curiosidade provocada pelo novo morador, a expectativa agora fica para a convivência entre Farofa e Sol e para a possibilidade de, futuramente, o Parque registrar a reprodução da espécie.





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