
A cena que deveria ser comum na Vila Prado: uma senhora sai de uma academia onde cuidou de sua saúde e vai para a casa. Contudo, estamos falando de um bairro de São Carlos, talvez o mais tradicional, que tem dado indícios problemáticos (isso são dados fornecidos por diversos moradores) no que diz respeito à violência. Voltando à vítima: assaltada por bandidos numa moto, quase a jogaram no chão e tomaram sua bolsa com pertences como cartões bancários e etc.
Violência desmedida que deixa um rastro de medo ao passearmos por um bairro que deveria ser uma seara de tranquilidade para as pessoas. Antigamente, nos anos 80 e 90, era gostoso dar uma volta pelas ruas da Vila Prado, mas isso mudou consideravelmente nos tempos atuais.
São muitas abordagens de pessoas pedindo, batendo em casa ou então de olho para praticar algum tipo de furto. Um morador me contou que sua casa foi “monitorada” por um dito cujo por um tempo, por sorte, nada aconteceu, talvez o cidadão tenha desistido do intento. Outra moradora contou à reportagem que a campainha não para de tanta gente pedindo. “E sempre fica o medo de sair à rua, oferecer algo e acabar rendido!”
Há muitas pessoas em situação de vulnerabilidade social perambulando pelas ruas da Vila Prado, basta passar pela Praça Igreja Santo Antonio que vemos este cenário desafiador e assustador e não adianta tapar o sol com a peneira e dizer que isto não acontece, porque vem ocorrendo, sim…
A Vila Prado é um bairro de vovós e vovôs, ou seja, há muitos idosos que residem nessa região são-carlense e muitos deles estão com medo de sair de casa. Essa frase ouvi de um senhor que mora na rua Ana Prado. Ele me contou que tem medo de ir à padaria, porque já foi abordado inúmeras vezes. É uma situação difícil, contudo ela não é nova, é bem velha, diga-se de passagem.
Não sabemos ao certo o que pode ser feito, mas é fato que a Vila Prado ficou mais violenta, talvez acompanhando o ritmo frenético da bandidagem em São Carlos. Uma pena, pois sentar na rua Larga e apreciar a paisagem sempre foi um expediente prazeroso, mas hoje é bem perigoso.
Renato Chimirri
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