
Greve em foco. A queda de braço entre servidores municipais e a Prefeitura de São Carlos ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (14), com a apresentação de uma nova proposta salarial por parte do Executivo — e uma rejeição quase unânime da categoria.
Após analisar as reivindicações encaminhadas pelo sindicato, a administração municipal respondeu com ajustes na proposta anterior, mas manteve o principal ponto de divergência: o aumento real nos salários. Os trabalhadores pedem reajuste total de 7%, somando a reposição da inflação (3,81%, baseada no IPCA) a um ganho real de 3,19%. Esse percentual extra, no entanto, ficou de fora da contraproposta da Prefeitura.
O novo pacote apresentado pelo prefeito trouxe alguns recuos e confirmações. Entre eles, a manutenção da cesta básica com 36 itens — descartando a ideia anterior de substituí-la por um vale-alimentação de R$ 400 — e o compromisso de descongelar o tempo de serviço, com pagamento retroativo previsto para janeiro de 2027. Também foram mantidos o reajuste inflacionário, o tíquete-refeição de R$ 1.260, a promessa de implantação do plano de carreira, a folga no dia do aniversário e a possibilidade de converter um terço das férias em dinheiro.
Segundo a Prefeitura, considerando salário e benefícios, o menor rendimento na estrutura municipal chegaria a R$ 4.200,23. Ainda assim, o número não foi suficiente para convencer a categoria.
Do outro lado, a reação foi rápida. Assim que receberam a contraproposta, dirigentes sindicais convocaram uma assembleia na Praça do Mercado Municipal, reunindo principalmente servidores em greve. Em clima de insatisfação, os trabalhadores decidiram rejeitar novamente a oferta. Apenas três presentes optaram por não votar, ou seja, se abstiveram.
Com isso, o impasse e a greve continuam — e gira, essencialmente, em torno do ganho real não concedido. Mesmo com avanços em outros pontos, a negociação segue travada, mantendo a tensão entre servidores e governo e prolongando um conflito que ainda não tem data para terminar.
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