CDHU construirá 50 moradias com tencologia modular offsite na região central

CDHU construirá 50 moradias com tencologia modular offsite na região central
CDHU construirá 50 moradias com tencologia modular offsite na região central

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) assinou, nesta segunda-feira (13), autorizações para Ordens de Início de Serviço (OIS) para a execução de infraestrutura de 235 unidades habitacionais que serão edificadas por meio da construção industrializada modular offsite, nos municípios de Alvinlândia (125 unidades), Oscar Bressane (30) e Paraguaçu Paulista (80). Essas são as últimas assinaturas de um pacote iniciado no mês anterior, que totaliza 540 moradias viabilizadas com a mesma tecnologia, com investimento superior a R$ 22,2 milhões. Ao todo, nove municípios das regiões administrativas de Araçatuba, Campinas, Central, Marília e Presidente Prudente serão contemplados.
 

As OIS foram autorizadas a partir da segunda quinzena de março, para os seguintes municípios:
 

RA Araçatuba
Lavínia – 50 unidades habitacionais | Investimento de R$ 2.815.849,41
 

RA Campinas
Conchal – 50 unidades habitacionais | Investimento de R$ 832.396,34
Santa Cruz da Conceição – 45 unidades habitacionais | Investimento de R$ 2.673.362,65
 

RA Central
Ribeirão Bonito – 50 unidades habitacionais | Investimento de R$ 1.558.947,41
 

RA Marília
Paraguaçu Paulista – 80 unidades habitacionais | Investimento de R$ 2.957.048,22
Oscar Bressane – 30 unidades habitacionais | Investimento de R$ 1.455.566,71
Alvinlândia – 125 unidades habitacionais | Investimento de R$ 4.290.728,03
 

RA Presidente Prudente
Martinópolis – 80 unidades habitacionais | Investimento de R$ 3.877.850,61
Presidente Bernardes – 30 unidades habitacionais | Investimento de R$ 1.802.854,93
 

Com a emissão dos documentos, fica autorizado oficialmente o início das obras e as empresas responsáveis já podem iniciar a mobilização das equipes, com prazo de conclusão de 15 meses.
 

A utilização da construção industrializada modular offsite já é uma realidade na gestão estadual, permitindo à CDHU incorporar mais inovação tecnológica e previsibilidade aos empreendimentos, com maior controle de prazos e custos. Essa tecnologia contempla diferentes sistemas construtivos industrializados, como woodframe, light steel frame, lightwall, steel panel, painéis de concreto, estruturas com placas de PVC e aço, soluções em fibra de vidro, além de tecnologias emergentes como a impressão 3D aplicada à construção civil, entre outras.
 

A adoção dessa tecnologia representa um avanço na política habitacional do Estado, ao aliar inovação, sustentabilidade e eficiência. Ao longo de 2023, a CDHU realizou um chamamento público para homologação de processos de construção industrializada modular offsite, visando sua aplicação em novos empreendimentos. Essa modalidade será incorporada à produção tradicional da Companhia como complemento, e não como substituição.
 

Entre as principais vantagens da construção industrializada estão o aumento da capacidade de produção de unidades habitacionais regulares, seguras e de qualidade, a redução na emissão de poluentes, a diminuição do desperdício e da geração de resíduos sólidos, além da redução do tempo de execução das obras, contribuindo para acelerar a diminuição do déficit habitacional.
 

Projeto piloto e avanço da tecnologia

A tecnologia offsite também vem sendo aplicada em iniciativas piloto voltadas a públicos específicos. Em São Simão, na região metropolitana de Ribeirão Preto, oito famílias do assentamento Mário Covas foram beneficiadas com a entrega de moradias construídas com esse modelo. A ação é resultado de uma parceria entre a CDHU e o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), firmada no fim de 2024, com o objetivo de atender 630 famílias de assentamentos rurais e comunidades quilombolas. As moradias são produzidas fora do canteiro de obras e posteriormente montadas no local definitivo. A iniciativa demonstra o potencial da construção industrializada para ampliar o acesso à habitação digna, inclusive em áreas rurais e de maior vulnerabilidade social.

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